Botia Palhaça




















Nome Popular: Botia palhaço
Nome Científico: Chromobotia macracanthus
Família: Cobitídeos
Habitat: Sumatra e Bornéu
pH: 6,5 a 7,0
Temperatura: 25º a 30ºC
Dureza: até 10º dH
Tamanho Máximo: 40cm
Sociabilidade: Grupo
Agressividade: Pacífico
Manutenção: Fácil
Zona do Aquário: Fundo
Aquário Mínimo: 200L
Alimentação: Onívoro. Flocos, sticks, pastilhas de fundo, brócolis e ervilhas (cozidos em água por um minuto e meio), Enquitréias, Tubifex, Blood worms e Artêmias - de preferência vivas.
Características:  São peixes bonitos e dóceis, compatíveis com praticamente todas as demais espécies que também prefiram águas de ligeiramente ácidas a neutra. Não são territorialistas nem agressivas mas sabem se defender quando atacadas. Elas possuem uma espécie de ferrão abaixo dos olhos que se abrem quando ameaçadas.


São excelentes faxineiras, comendo as sobras que vão para o fundo mas nadam em todo o aquário e costumam vir buscar o alimento na superfície e até ficar de cabeça para baixo na hora de comer. São extremamente ativas durante o dia e gostam de viver em cardumes de pelo menos 5 exemplares pois quanto mais Botias por perto mais confiantes elas ficam. Se criada sozinha pode se isolar, definhar e até morrer de tédio. Por serem peixes que geralmente se alimentam no fundo do aquário o substrato não deve ter granulometria muito grande para não danificar seus barbilhões. Botias possuem hierarquias no grupo que costuma ser comandado por uma fêmea alfa (matriarca). 


Sua estrutura social parece apresentar alguns níveis (castas). Preferem aquários com iluminação fraca, até 0,5 Watt/Litro. Em aquários muito iluminados elas acabam se escondendo. À noite, preferem a segurança de um bom tronco ou cavernas feitas com pedras. Quanto mais esconderijos forem fornecidos a elas mais as veremos nadando livremente pelo aquário.
Não raro deitam-se para dormir ou tirar um cochilo o que as vezes é interpretado erroneamente como doença.


As vezes parecem estar entaladas nos troncos. Dá até vontade de tentar ajudá-las a sair mas pode acreditar: elas estão lá porque querem. Outra coisa que pode deixar seu dono preocupado é sua rápida mudança de cor para acinzentada. Isto não é doença nem dificuldade de adaptação à qualidade da água. Tais mudanças nos padrões de cores, tendendo para o acinzentado se deve a disputas no grupo para tentar ascender a uma casta superior na hierarquia. Ainda falando de sua cor distingue-se a Botia sumatrana da Botia de Bornéu pela intensidade da cor. 


As Botias vindas da Sumatra costumam ter cores mais vivas. Outras duas pequenas diferenças em sua coloração estão no pedúnculo caudal que é mais avermelhado nas Botias vindas da Sumatra. Nestas também observamos a nadadeira ventral totalmente laranja enquanto que nas Botias de Bornéu tal nadadeira é parcialmente laranja, mesclada com preto.


Sua introdução em aquários é indicada no controle biológico de caramujos. Elas devoram caramujos em muito pouco tempo. Com relação à sua reprodução em cativeiro, tal façanha ainda não foi alcançada. Quando muito bem adaptadas o máximo que já se conseguiu foi a formação de casais que passam a nadar juntos e até fazer certas danças, típicas de rituais de acasalamento mas a desova em si, até o momento, ainda não foi conseguida, exceto com introdução de hormônios em grandes tanques. São ligeiramente sensíveis ao Íctio, especialmente na hora da introdução no aquário mas uma vez adaptadas, são peixes extremamente resistentes.


Também são sensíveis a remédios à base de cobre. Quando tratadas com estes, as doses devem ser de 1/3 a 1/2 da dose recomendada. Basicamente, as Botias são oriundas de Sumatra e Bornéu. Devido ao isolamento geográfico e muitos milhares de anos de evolução, algumas diferenças acabaram surgindo entre elas.


Geralmente as Botias vindas de Sumatra possuem suas cores mais vivas que as de Bornéu. O Pedúnculo caudal das Botias de Sumatra também são mais avermelhados. A mais notável diferença entre elas entretanto é a coloração das nadadeiras ventrais. As de Sumatra possuem as nadadeiras ventrais totalmente laranja-avermelhadas enquanto nas de Bornéu além da parte laranja também possuem uma região negra.


Reprodução: Ovíparo, mas nunca conseguido em aquário.

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